Responda algumas perguntas e veja quais verbas entram no seu caso e o que muda nessa forma de saída.
Acordo mútuo (CLT 484-A)
O acordo mútuo (art. 484-A da CLT, criado pela Reforma Trabalhista de 2017) é o "meio termo" entre ser demitido e pedir demissão. Parece bom na teoria, mas na prática você abre mão de metade do aviso prévio, metade da multa do FGTS e do seguro-desemprego.
Essa calculadora mostra exatamente o que você recebe no acordo — pra você comparar com o que receberia se fosse demitido sem justa causa. Às vezes a diferença é de milhares de reais.
O art. 484-A corta o aviso prévio pela metade, mas com uma condição que quase ninguém repara. O texto diz: "por metade: a) o aviso prévio, se indenizado".
Indenizado é o aviso que você recebe em dinheiro sem trabalhar. Esse, no acordo, vem pela metade.
Se o aviso for trabalhado, a lei não manda cortar nada — ela só falou em metade para o aviso pago em dinheiro. A leitura mais aceita é que o aviso trabalhado se cumpre por inteiro. Mas é leitura, não decisão: não existe súmula nem tema do TST sobre o art. 484-A.
De um jeito ou de outro, o aviso trabalhado não aparece como verba separada na rescisão. Aquele período você já recebeu como salário.
Conta os dias primeiro, divide depois. A regra dos dias é a Lei 12.506/2011: 30 dias, mais 3 por ano completo de empresa, até o teto de 90.
Quem tem 4 anos de casa: 30 + 12 = 42 dias. Numa demissão sem justa causa recebe os 42. No acordo, com aviso indenizado, recebe 21.
No acordo aparecem dois números 20%, e eles significam coisas diferentes.
O primeiro é a indenização: em vez dos 40% da demissão sem justa causa, a empresa paga 20% (art. 484-A, I, "b"). A base são todos os depósitos feitos durante o contrato, corrigidos — não o que sobrou na conta depois de saques anteriores. Quem já sacou FGTS no meio do contrato costuma achar que a conta está errada.
O segundo é o que fica retido: você movimenta até 80% do que está na conta, e os outros 20% permanecem lá (art. 484-A, § 1º).
Números diferentes, sobre bases diferentes.
Existem situações em que aceitar o acordo pode ser a melhor opção:
Atenção: o acordo mútuo é irrevogável depois de assinado. Não tem como voltar atrás. Compare o acordo com a dispensa sem justa causa antes de assinar.
Veja o que entra no seu acordo com as suas datas.
Analisar meu acordo no topo da páginaCada situação tem regras diferentes. Use a calculadora certa pra resultado mais preciso.
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CalcularNão é caixa-preta: explicamos os critérios utilizados no cálculo e as principais referências legais aplicáveis. Você recebe gratuitamente o diagnóstico do seu acordo e pode desbloquear os valores no cálculo completo.
Algoritmo construído com base nos artigos da CLT, súmulas do TST e jurisprudência atualizada. Inclui reflexos cascateando entre verbas (HE → DSR → 13º → férias → FGTS).
As calculadoras indicam as principais referências legais utilizadas e explicam os critérios considerados na estimativa. Se precisar confirmar os valores diante da sua situação concreta, leve o resultado e seus documentos a um advogado trabalhista.
Cumprimos a LGPD. Suas informações não são compartilhadas com terceiros e você pode solicitar exclusão a qualquer momento. Cálculo pode ser feito sem cadastro.
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