Responda algumas perguntas e veja sua situação período por período.
Férias vencidas (art. 137 CLT)
A CLT é clara: o empregador tem 12 meses após o período aquisitivo pra conceder as férias (período concessivo). Se esse prazo vence sem que as férias sejam gozadas, a empresa deve pagar o valor em dobro — art. 137 da CLT.
Na rescisão, férias vencidas que não foram tiradas viram dinheiro. Se estão dentro do prazo concessivo, pagamento simples + 1/3. Se passaram do prazo, dobra o valor + 1/3 sobre a dobra.
Dois conceitos importantes:
Se chegou 01/01/2026 e você não tirou as férias do primeiro período aquisitivo, elas venceram. A partir daí, a empresa deve em dobro.
Quase ninguém sabe de cabeça. Dá pra descobrir com o que você já tem: a data de admissão e o número de vezes que tirou férias.
Some 12 meses à data de admissão. Aí fecha o primeiro período aquisitivo — você ganhou 30 dias de férias. A empresa tem os 12 meses seguintes pra te dar esses dias. Passou esse segundo ano sem você gozar as férias, aquele período venceu e passou a valer em dobro.
Depois é repetir. Cada aniversário de admissão fecha um período aquisitivo novo, e cada um vence 12 meses depois.
Faça essa conta na ferramenta do topo da página — a situação de cada período é gratuita.
Se você tirou férias em algum momento, comece a contagem pelo período aquisitivo seguinte ao último que gozou.
Não lembra as datas? A admissão está na CTPS digital, no app do Gov.br. As férias que você tirou aparecem no recibo de férias e no holerite do mês em que saiu.
Exemplo com salário de R$3.000: férias simples = R$3.000 + R$1.000 (1/3) = R$4.000. Férias em dobro = R$6.000 + R$2.000 (1/3) = R$8.000. A diferença é de R$4.000.
Não há limite. Se você trabalhou 5 anos e nunca tirou férias, tem 4 períodos vencidos (o 5º ainda está em aquisição). Cada um deles é pago em dobro + 1/3. Isso pode representar mais de 1 ano de salário só em férias acumuladas.
Assim como o 13º, a base das férias não é só o salário fixo. Inclui:
Não. Férias vencidas são devidas em qualquer saída: demissão sem justa causa, pedido de demissão, acordo, fim de contrato por prazo determinado e até justa causa. O art. 146 da CLT diz que na cessação do contrato, qualquer que seja a causa, é devida a remuneração das férias já adquiridas.
O que muda conforme o motivo da saída são as férias proporcionais. Pelo entendimento atual do TST (Súmula 171), na justa causa você perde as proporcionais e mantém as vencidas. Nas outras modalidades recebe as duas. Esse ponto está em rediscussão no TST, então pode mudar.
Quem foi demitido está na mesma situação: o período já tinha vencido antes de a empresa mandar embora. A dispensa não apaga o que a empresa já devia.
Depende de quanto tempo você ficou fora e de quem pagou. A regra do art. 133, IV da CLT só alcança o período em que você recebeu benefício do INSS — auxílio-doença ou acidente de trabalho. Os primeiros 15 dias de afastamento por doença são pagos pela empresa e não entram nessa contagem.
Recebeu benefício por até 6 meses dentro do mesmo período aquisitivo, o direito às férias daquele período continua de pé.
Passou de 6 meses, mesmo somando afastamentos separados, você perde as férias daquele período e a contagem recomeça do zero no dia em que voltou a trabalhar (art. 133, § 2º).
Quem ficou 8 meses afastado no meio de um período aquisitivo não tem férias vencidas daquele ano, e o relógio volta a correr no retorno. O benefício que a CLT chama de auxílio-doença é o mesmo que o INSS hoje chama de auxílio por incapacidade temporária.
Dobro e multa são coisas diferentes, e as duas podem aparecer no mesmo caso.
O dobro é o art. 137, e nasce de férias não concedidas dentro dos 12 meses seguintes ao período aquisitivo. A empresa deixou o prazo passar, então paga duas vezes o valor das férias, mais o 1/3 sobre esse total. Não é penalidade — é o valor da verba. Atenção a uma confusão comum: férias pagas com atraso não dobram por isso. O que dobra é férias que não foram concedidas no prazo.
A multa é do art. 477, § 8º, e vale para a rescisão paga fora dos 10 dias: um salário inteiro a mais, por causa do atraso, não por causa das férias.
Na rescisão: confira no TRCT se as férias vencidas estão com o valor dobrado. Se aparecer "férias" com valor simples e o prazo para conceder já tinha acabado, falta a diferença do dobro.
Quer saber se você tem férias em dobro?
Ver a situação das minhas férias no topo da páginaCada ano de trabalho fecha um período (art. 130 da CLT), e a empresa tem 12 meses para conceder as férias (art. 134). Férias não tiradas valem o salário mais um terço; passado o prazo, o dobro disso (art. 137 da CLT; Súmula 328 do TST).
Grátis: quantos períodos você tem, as datas de cada um e quais estão no prazo ou em dobro. No relatório de R$ 19,90: o valor em reais de cada período, o total estimado e a conta de cada linha, com a lei. O relatório não confere documentos nem pagamentos da empresa.
Horas extras, comissões e adicionais habituais aumentam a base das férias (art. 142 da CLT) e não entram aqui. Afastamento pelo INSS de mais de 6 meses e férias tiradas em parte mudam as datas: nesses casos a ferramenta avisa em vez de calcular.
As férias entram no acerto junto com saldo de salário, aviso prévio, 13º e FGTS.
Calculadora de rescisão completa · Demissão sem justa causa · Acordo mútuo · Aviso prévio
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